Ano Novo Astrológico✨

Pesquisar
Loading...

Glamourização do estresse: normalizar o esgotamento pode adoecer você

A glamourização do estresse transformou a correria em sinônimo de sucesso. Mas será que essa normalização da exaustão é saudável?

Atualizado em

Você já percebeu como, atualmente, estar constantemente ocupada se tornou um símbolo de status? A glamourização do estresse transformou a correria em sinônimo de sucesso. 

Mas será que essa normalização da exaustão é saudável?

Por que glamourizar o estresse virou padrão?

A sociedade moderna frequentemente associa o estresse contínuo à produtividade. O problema é que o estresse prolongado não é apenas uma resposta natural a desafios. 

Mas quando se prolonga, pode desencadear uma série de problemas físicos e emocionais. E isso se intensificou nos últimos anos.

Se antes a grande preocupação era a Covid-19, hoje enfrentamos uma pandemia silenciosa: o colapso da saúde mental.

Nunca se falou tanto em esgotamento, crises de ansiedade e depressão como agora. O cenário lembra períodos pós-guerra, tamanha a carga emocional que vivemos.

👉 Teste: Você sabe cuidar da sua saúde mental?

Os efeitos da glamourização do estresse

Especialistas alertam que precisamos adotar uma NR1 (Norma Regulamentadora nº 1, que regula as diretrizes e trabalho no Brasil) para a vida: cuidar da saúde mental como regra fundamental, tão prioritária quanto alimentação e sono

Sem esse pilar, corpo e mente entram em colapso. Porém, seguimos normalizando o esgotamento. Pior: tornamos o estresse quase um troféu

Quem nunca se pegou dizendo “não tenho tempo para nada” como se isso fosse um sinal de que está indo bem? 

Mas quando aparece uma brecha na agenda, vem a culpa. Se há tempo livre, logo surge algo para fazer — nem que seja reorganizar uma gaveta.

Eu já vivi isso

Acreditava que, para ser valorizada, precisava estar sempre ocupada, cuidando de tudo e de todos. Até que meu corpo deu sinais de que não suportava mais. A conta chegou, e quase vivi um colapso. 

Foi nesse momento que percebi: ou eu me colocava como prioridade ou seguiria adoecendo. 

Entendi que cuidar de mim não era egoísmo, mas necessidade. Como diz Bert Hellinger: 

  • “Quando uma mulher decide curar-se, ela se transforma em uma obra de amor e compaixão, já que não se torna saudável somente a si própria, mas também a toda a sua linhagem.”

👉 Leia também: O mundo de des-conexão das redes sociais

O exemplo que damos às próximas gerações

Isso nos leva a uma reflexão importante: 

  • Que mensagem passamos para nossos filhos quando não nos priorizamos? 
  • Será que queremos que eles sigam o mesmo caminho de autoanulação? 

Quando negligenciamos nosso bem-estar, estamos ensinando que se colocar em último lugar é normal. Mas será que esse é o exemplo que queremos dar?

Fomos condicionadas a cuidar do outro primeiro. E só depois – se sobrar tempo – olharmos para nós. É como nas instruções de voo: precisamos colocar nossa própria máscara de oxigênio antes de ajudar alguém. Mas insistimos em fazer o contrário.

Cuidamos da casa, da rotina das crianças, do trabalho, do relacionamento… Mas o autocuidado? Fica sempre para depois.

👉 Leia também: O que o documentário da Anitta ensina sobre você

Como romper com a Glamourização do estresse?

Está na hora de mudar esse padrão. Precisamos aprender a pedir ajuda, a dizer não e a impor limites. Criar uma rotina equilibrada, que integre corpo, mente e espírito. Veja por onde começar:

Para o corpo:

  • Praticar atividade física regularmente
  • Ter uma alimentação equilibrada
  • Evitar substâncias que sobrecarregam o organismo, como álcool e cigarro

Para a mente e alma:

  • Incluir yoga, meditação ou práticas contemplativas
  • Fazer psicoterapia ou terapias integrativas
  • Criar momentos de silêncio e introspecção — uma ideia são os rituais de cacau, que auxiliam a reconectar corpo e mente e a resgatara energia vital
  • Criar espaços de pausa, colocando mesmo na agenda, para simplesmente parar, respirar, ouvir uma música, escrever, ler.
  • Conectar-se mais com a energia feminina e permitir-se sentir.
  • Observar o que consome — o que lemos, assistimos e as pessoas com quem convivemos, porque tudo isso influencia diretamente nosso estado emocional
  • Soltar aquilo e aqueles que apenas sugam nossa energia e nos mantêm sobrecarregadas.

Então, eu te pergunto: qual foi a última vez que você fez algo exclusivamente para si, algo que realmente te trouxe prazer?

Se faz tempo demais, talvez seja hora de mudar essa história. 

Quer dar um reset?

Foi pensando nisso que criei um retiro só para mulheres que precisam de um tempo só para si. O Retiro Sagrada Ciranda convida mulheres que se sentem sobrecarregadas a uma experiência profunda de pausa, escuta e reconexão com sua essência.

🗓 De 11 a 13 de abril
📍 Chácara do Coração, Mairinque/SP

Durante o retiro, vivências terapêuticas, rituais ancestrais e momentos de contemplação vão abrir espaço para equilíbrio, leveza e transformação. Se você sente o chamado para essa experiência transformadora, clique aqui para acessar todas as informações.

Amanda Figueira

Amanda Figueira

Psicóloga, com formação em Psicologia Parental, Constelação Familiar, Terapia Sistêmica Vivencial, Terapias Energéticas (Pranic Healing e Reiki), Personal & Professional Coaching, PNL, Condução de círculos, entre outras. Atua há 18 anos na área de desenvolvimento humano (Atendimentos Psicoterapêuticos, Mentorias, Treinamentos, Palestras Workshops e Eventos sobre Saúde Mental).

Saiba mais sobre mim